E se os macacos assistissem ao Big Brother?

11jan11

Começa nesta terça-feira a décima primeira edição do Big Brother Brasil.

Para muitos, é a síntese do que a TV pode produzir de pior. Outros tantos simplesmente mal podem esperar pelo ligar das câmeras.

Nunca me ocupei de escrever nada sobre o show, em primeiro lugar, porque certas coisas devem ser encaradas com a seriedade que merecem.

O BBB é um programa de entretenimento, tão alienante quanto a novela das oito e o futebol dos domingos.

Depois, porque milhares de análises competentes sobre a natureza do reality foram feitas ao longo dos últimos anos. Não sei se tenho muito a acrescentar, e corro o grande risco de falar bobagem sobre o que não domino.

Apesar disso tudo, as reações despertadas pelo início de um BBB são tão intensas que este ano não resisti e resolvi dar uns palpites. 

Gostem dela ou não, a nave comandada por Pedro Bial dificilmente passa despercebida. Não sem razão!

O BBB é mais do que um festival de baixarias e banalidades, embora não fique muito longe disso. No que diz respeito ao formato, é a principal inovação da TV possivelmente nas últimas duas décadas.

E é absolutamente inegável o apelo da sua fórmula.

O BBB nos educa a olhar para nós mesmos com olhar semelhante ao que dispensamos aos macacos de zoológico, que passam os dias a caçar piolhos uns nos outros.

Com uma diferença: nos macacos tentamos encontrar os traços de humanidade que nos tornam seres tão assemelhados; nos brothers em cativeiro queremos mais é ver o primata em ação: comendo, tomando banho, formando bandos, copulando sob o lençol!

O Big Brother, enquanto experimento social, é um culto ao instinto, à libido, aos peitos, bundas e músculos, ao ego absoluto, ao vale-tudo pelo prêmio em dinheiro e, sobretudo, pela fama.

Um autêntico processo de “trogloditização” do homem – aparentemente coroado pelo público, considerando a vitória de Dourado na edição passada.

Em pleno século 21, parecemos nos identificar e nos descobrir cada vez mais nesse primitivismo. Talvez o homem natural, despido das convenções sociais e, principalmente, de espírito, seja isso mesmo: pobre, nu, instintivo, libidinoso, às vezes agressivo.  

A surpresa talvez esteja em como nos refestelamos nisso.  Os macacos do zoológico ficariam impressionados!

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One Response to “E se os macacos assistissem ao Big Brother?”

  1. 1 Tatrix

    Gostei! Concordo! E assino em baixo.


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